Segunda-feira, 30 de Janeiro de 2012
A minha paixão! =')



publicado por Aninhas às 16:05
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Segunda-feira, 16 de Janeiro de 2012
Inútil

Sinto-me impotente. Tudo aquilo que me foi ensinado no curso está muito aquém daquilo que eles precisam. Ao mesmo tempo, sinto-me demasiado imatura para conseguir assegurar as necessidades que lhe tragam bem-estar.

Preciso de água, calor e tempo. Preciso que a água esteja bem nutrida, se entranhe no meu cale e me traga a sabedoria. Não me quero sentir inútil.

 



publicado por Aninhas às 22:54
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Segunda-feira, 19 de Dezembro de 2011
Agora que Sinto Amor

Agora que sinto amor 
Tenho interesse no que cheira. 
Nunca antes me interessou que uma flor tivesse cheiro. 
Agora sinto o perfume das flores como se visse uma coisa nova.
Sei bem que elas cheiravam, como sei que existia. 
São coisas que se sabem por fora. 
Mas agora sei com a respiração da parte de trás da cabeça. 
Hoje as flores sabem-me bem num paladar que se cheira. 
Hoje às vezes acordo e cheiro antes de ver. 

Alberto Caeiro, in "O Pastor Amoroso" 

 Heterónimo de Fernando Pessoa

 

 

 



publicado por Aninhas às 22:45
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Quinta-feira, 1 de Dezembro de 2011
Citação

"Sempre que assistimos ao nascimento de um bebé, nasce também um pai e uma mãe"

A. Enfermeira Especialista em Obstetrícia

 



publicado por Aninhas às 22:40
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Domingo, 30 de Outubro de 2011
Remédio para o Pessimismo

Queixas-te porque não encontras nada a teu gosto? 
São então sempre os teus velhos caprichos 
Ouço-te praguejar, gritar e escarrar... 
Estou esgotado, o meu coração despedaça-se. 
Ouve, meu caro, decide-te livremente. 
A engolir um sapinho bem gordinho, 
De uma só vez e sem olhar. 
É remédio soberano para a dispepsia. 

Friedrich Nietzsche, in "A Gaia Ciência"

 




publicado por Aninhas às 22:50
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Uma lição de vida




publicado por Aninhas às 22:39
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Quinta-feira, 20 de Outubro de 2011
Nostalgia do Presente

Naquele preciso momento o homem disse: 
«O que eu daria pela felicidade 
de estar ao teu lado na Islândia 
sob o grande dia imóvel 
e de repartir o agora 
como se reparte a música 
ou o sabor de um fruto.» 
Naquele preciso momento 
o homem estava junto dela na Islândia.

 

Jorge Luis Borges, in "A Cifra" 

Tradução de Fernando Pinto do Amaral

 



publicado por Aninhas às 22:23
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Quinta-feira, 6 de Outubro de 2011
Steve Jobs in Jornal Público

“Lembrar-me de que todos estaremos mortos em breve é a ferramenta mais importante que encontrei para me ajudar a fazer as grandes escolhas na vida”
Steve Jobs in Jornal Público



publicado por Aninhas às 20:23
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Segunda-feira, 3 de Outubro de 2011
...

Vi nos teus olhos uma pérola

Mergulhada num mar de rosas

Escondido no teu peito havia um soluço

Um pedido de ajuda

Carinho, amor, afecto

Foi o teu silêncio que me mostrou o sofrimento

Que por vezes nos pega desprevenidos

Desarmados

Sem capacidade de fazermos alguma coisa

Um só acto apenas

Tentar no fundo dos teus olhos

E de muitos outros como tu

Que apelam somente com o olhar.

Um olhar que a humanidade teria ouvido

E percebido

O engolido grito

Desse apelo oculto

Que é o desespero

De quem vai mas quer ficar.

A sociedade não ouve

Mas ainda está a tempo de perceber esse sinal

E tentar uma mudança para salvar

Sem desperdiçar a tentativa

Nem ficar impassível para mais tarde lamentar

E dizer “ Se eu soubesse…”

Se eu pudesse

E pode!

Maria José Dias



publicado por Aninhas às 23:10
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Terça-feira, 27 de Setembro de 2011
Lágrimas ocultas

Se me ponho a cismar em outras eras

Em que ri e cantei, em que era querida,

Parece-me que foi noutras esferas,

Parece-me que foi numa outra vida...

 

E a minha triste boca dolorida,

Que dantes tinha o rir das primaveras,

Esbate as linhas graves e severas

E cai num abandono de esquecida!

 

E fico, pensativa, olhando o vago...

Toma a brandura plácida dum lago

O meu rosto de monja de marfim...

 

E as lágrimas que choro, branca e calma,

Ninguém as vê brotar dentro da alma!

Ninguém as vê cair dentro de mim!

 

                             Florbela Espanca

 

 



publicado por Aninhas às 23:01
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Terça-feira, 20 de Setembro de 2011
...

Onde os meus pés estiverem,

aí estará a minha raiz para me sustentar,

para me erquer e me lançar nas asas do vento,

da chuva e do sol.

 

Quando o meu chão se abala  e estremece,

é a minha raiz sacundindo os galhos, os frutos e os talos...

que só a lucidez já me quis...

 

E quando o meu ódio é frio, e o meu amor é ardente,

são as asas da vida equilibrando os planos...

E quando a minha voz faz questão de dar o meu segredo,

e o meu coração revelar os meus desejos,

são os palcos da vida lecantando os panos...

 

Aonda a razão me levar, sob o chão estará a minha raiz,

para me fortalecer, me fortificar, romper, perdoar ou calar,

e se um dia o meu sol se esconder,

é que a noite também vive em mim,

e a lua virá para alterar as minhas marés.

e as estrelar guiarão os meus pés...

 

E quando o que em mim é sagrado se torna profano,

é que,

anunciada a vida,

há um querer mais cigano,

é que a luz dessa noite me quer com mais clareza,

e nas veias do mundo

eu sou sangue que alimenta, eu sou coragem!

 

As estradas da vida são uma eterna coragem,

e aí se revela a minha natureza...

 

Ana Cunha - Fontanelas - Verão 1991 in "O Vento e a Lua" de Rita Ferro

 


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publicado por Aninhas às 16:53
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Quarta-feira, 31 de Agosto de 2011
A nossa casa
A nossa casa, Amor, a nossa casa!
Onte está ela, Amor, que não a vejo?
Na minha doida fantasia em brasa
Costrói-a, num instante, o meu desejo!
 
Onde está ela, Amor, a nossa casa,
O bem que neste mundo mais invejo?
O brando ninho aonde o nosso beijo
Será mais puro e doce que uma asa?
 
Sonho... que eu e tu, dois pobrezinhos,
Andamos de mãos dadas, nos caminhos
Duma terra de rosas, num jadim,
 
Num país de ilusão que nunca vi...
E que eu moro - tão bom! - dentro de ti
E tu, ó meu Amor, dentro de mim...
 
                          Florbela Espanca



publicado por Aninhas às 18:25
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...

"Deixa docemente desvanecerem-se um por um os dias e eu saber que aqui estás de maneira a poder dizer sou isto é certo mas sei que tu estás aqui" Ruy Belo

 



publicado por Aninhas às 01:05
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Sexta-feira, 8 de Abril de 2011
Cuidar em fim de vida

Curar às vezes, aliviar frequentemente, cuidar sempre

(Doyle (et at) 1998; Gomez Sancho, 1999)

 

Gosto de ti.

Perdou-me.

Perdou-te.

Obrigado.

Adeus

 

Robert Pope - paitings



publicado por Aninhas às 16:40
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Quinta-feira, 10 de Março de 2011
Citações

O que mais atormentava Ivan Ilitch, além da mentira, ou como consequência dessa mentira, era que ninguém o lamentava como ele queria ser lamentado. Em certos momentos, depois de longas crises dolorosas, por muita vergonha que sentisse de a si próprio confessar, mais que tudo teria desejado que o lamentassem como a uma criancinha doente. Tinha vontade de que lhe fizessem festas, o beijassem, chorassem ao pé dele, como se acariciam e se consolam as crianças. 

" A morte de Ivan Ilitch", L. Tolstoi

 

Vale a pena lerem este pequeno livro: 

http://coquimdownload.net/liev-tolstoi-a-morte-de-ivan-ilitch-1886/

 

Quando o sofrimento é muito, o pensamento não chega a fazer-se (...) é só sofrimento por todo o lado (...)

"La Douler", Marguerite Duras 

Isto é o que as aulas de Cuidados Paliativos fazem...

pensar e chorar! =)

 

CURA, APOIO, CONFIANÇA, NOVOS OBJECTIVOS E ESPÍRITO DE LUTA


sinto-me: pensativa

publicado por Aninhas às 20:13
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Segunda-feira, 7 de Fevereiro de 2011
500 days of summer

 

tom - What happens if you fall in love?
summer - You don't believe in that, do you?
t- It's love, it's not Santa Claus. 
s - Well, what does that word even mean? I've been in relantionships and I don't think I've ever seen it. 
There's no such thing as love, is fantasy.
t- I think you're wrong!
s- So what is it that i'm missing then?
t- I think you konw it when you feel it!

 


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publicado por Aninhas às 21:16
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Quinta-feira, 2 de Dezembro de 2010
Pensamento

"... os sentimentos perdem-se nas palavras. Todos deveríamos transformá-los em acções [...] que tragam resultados."

Florence Nigthingale



publicado por Aninhas às 23:20
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Quinta-feira, 18 de Novembro de 2010
O elefante acorrentado

 

Quando eu era pequeno, adorava o circo e aquilo de que mais gostava eram os animais. Cativava-me especialmente o elefante que, como vim a saber mais tarde, era também o animal preferido dos outros miúdos. Mas, depois da sua actuação e pouco antes de voltar para os bastidores, o elefante ficava sempre atado a uma pequena estaca cravada no solo, com uma corrente a agrilhoar-lhe uma das suas patas.

 

No entanto, a estaca não passava de um minúsculo pedaço de madeira enterrado uns centímetros no solo. E, embora a corrente fosse grossa e pesada, parecia-me óbvio que um ani­mal capaz de arrancar uma árvore pela raiz, com toda a sua força, facilmente se conseguiria libertar da estaca e fugir.

 

O mistério continua a parecer-me evidente.

O que é que o prende, então?

Porque é que não foge?

 

Quando eu tinha cinco ou seis anos, ainda acreditava na sabedoria dos mais velhos. Um dia, decidi questionar um professor, um padre e um tio sobre o mistério do elefante. Um deles explicou-me que o elefante não fugia porque era amestrado.

 

Fiz, então, a pergunta óbvia:

— Se é amestrado, porque é que o acorrentam?

 

Não me lembro de ter recebido uma resposta coerente. Com o passar do tempo, esqueci o mistério do elefante e da estaca e só o recordava quando me cruzava com outras pessoas que também já tinham feito essa pergunta.

 

Há uns anos, descobri que, felizmente para mim, alguém fora tão inteligente e sábio que encontrara a resposta:

 

O elefante do circo não foge porque esteve atado a uma estaca desde que era muito, muito pequeno.

 

Fechei os olhos e imaginei o indefeso elefante recém-nascido preso à estaca. Tenho a certeza de que naquela altura o elefantezinho puxou, esperneou e suou para se tentar libertar. E, apesar dos seus esforços, não conseguiu, porque aquela estaca era demasiado forte para ele.

 

Imaginei-o a adormecer, cansado, e a tentar novamente no dia seguinte, e no outro, e no outro… Até que, um dia, um dia terrível para a sua história, o animal aceitou a sua impotência e resignou-se com o seu destino.

 

Esse elefante enorme e poderoso, que vemos no circo, não foge porque, coitado, pensa que não é capaz de o fazer.

 

Tem gravada na memória a impotência que sentiu pouco depois de nascer.

 

E o pior é que nunca mais tornou a questionar seriamente essa recordação.

 

Jamais, jamais tentou pôr novamente à prova a sua força…

 

 

Jorge Bucay
Deixa-me que te conte. Os contos que me ensinaram a viver
Lisboa, Pergaminho, 2004


sinto-me: como o elefante grande

publicado por Aninhas às 11:58
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Quarta-feira, 17 de Novembro de 2010
Tenta que tu consegues!

"Um conto diz que duas crianças estavam a patinar em cima de um lago congelado.

Era uma tarde nublada e fria e as crianças brincavam sem preocupação.

De repente, o gelo quebrou-se e uma das crianças caiu na água.

A outra criança viu que o seu amigo estava afogar-se debaixo do gelo, pegou uma pedra e começou a golpear com todas as suas forças, conseguindo quebrá-lo e salvar o amigo.

Quando os bombeiros chegaram e viram o que tinha acontecido, perguntaram ao menino:
- Como fizeste isto?
É impossível teres quebrado o gelo com essa pedra e com essas mãos tão pequenas!

Nesse instante apareceu um ancião e disse:
- Eu sei como ele conseguiu.

Todos perguntaram:
- Como?

O ancião respondeu:
- Não havia ninguém ao seu redor para lhe dizer que não poderia fazer. "

 

Contado pela AB
Beijinho para ela

crianças no gelo

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publicado por Aninhas às 22:20
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Sexta-feira, 23 de Julho de 2010
Sonhos Prometedores

Tenho mais pena dos que sonham o provável, o legítimo e o próximo, do que dos que devaneiam sobre o longínquo e o estranho. Os que sonham grandemente, ou são doidos e acreditam no que sonham e são felizes, ou são devaneadores simples, para quem o devaneio é uma música da alma, que os embala sem lhes dizer nada. Mas o que sonha o possível tem a possibilidade real da verdadeira desilusão. Não me pode pesar muito o ter deixado de ser imperador romano, mas pode doer-me o nunca ter sequer falado à costureira que, cerca da nove horas, volta sempre a esquina da direita. O sonho que nos promete o impossível já nisso nos priva dele, mas o sonho que nos promete o possível intromete-se com a própria vida e delega nela a sua solução. Um vive exclusivo e independente; o outro submisso das contingências do que acontece.

Fernando Pessoa, in 'O Livro do Desassossego'

 


sinto-me: vigorosa

publicado por Aninhas às 18:02
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Pedra Filosofal

Eles não sabem que o sonho
é uma constante da vida
tão concreta e definida
como outra coisa qualquer,
como esta pedra cinzenta
em que me sento e descanso,
como este ribeiro manso
em serenos sobressaltos,
como estes pinheiros altos
que em verde e oiro se agitam,
como estas aves que gritam
em bebedeiras de azul.

Eles não sabem que o sonho
é vinho, é espuma, é fermento,
bichinho álacre e sedento,
de focinho pontiagudo,
que fossa através de tudo
num perpétuo movimento.

Eles não sabem que o sonho
é tela, é cor, é pincel,
base, fuste, capitel,
arco em ogiva, vitral,
pináculo de catedral,
contraponto, sinfonia,
máscara grega, magia,
que é retorta de alquimista,
mapa do mundo distante,
rosa-dos-ventos, Infante,
caravela quinhentista,
que é Cabo da Boa Esperança,
ouro, canela, marfim,
florete de espadachim,
bastidor, passo de dança,
Colombina e Arlequim,
passarola voadora,
pára-raios, locomotiva,
barco de proa festiva,
alto-forno, geradora,
cisão do átomo, radar,
ultra-som, televisão,
desembarque em foguetão
na superfície lunar.

Eles não sabem, nem sonham,
que o sonho comanda a vida.
Que sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos de uma criança.

António Gedeão, in 'Movimento Perpétuo'


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publicado por Aninhas às 17:54
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Segunda-feira, 14 de Junho de 2010
A Cidade do Sonho

Sofres e choras? Vem comigo! Vou mostrar-te
O caminho que leva à Cidade do Sonho...
De tão alta que está, vê-se de toda a parte,
Mas o íngreme trajecto é florido e risonho.

Vai por entre rosais, sinuoso e macio,
Como o caminho chão duma aldeia ao luar,
Todo branco a luzir numa noite de Estio,
Sob o intenso clamor dos ralos a cantar.

Se o teu ânimo sofre amarguras na vida,
Deves empreender essa jornada louca;
O Sonho é para nós a Terra Prometida:
Em beijos o maná chove na nossa boca...

Vistos dessa eminência, o mundo e as suas
                                                             [sombras,
Tingem-se no esplendor dum perpétuo arrebol;
O mais estéril chão tapeta-se de alfombras,
Não há nuvens no céu, nunca se põe o Sol.

Nela mora encantada a Ventura perfeita
Que no mundo jamais nos é dado sentir...
E a um beijo só colhido em seus lábios de Eleita,
A própria Dor começa a cantar e a sorrir!

Que importa o despertar? Esse instante divino
Como recordação indelével persiste;
E neste amargo exílio, através do destino,
Ventura sem pesar só na memória existe...

António Feijó, in 'Sol de Inverno'

 


sinto-me: abatida
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publicado por Aninhas às 22:38
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pensamentos

E se um dia te sentires inútil ou deprimido, lembra-te só disto: Já houve um dia em que foste o espermatozóide mais rápido do grupo!!!

  

Sabem porque é o pão se queima, o leite entorna, e a mulher engravida? Porque não se tira a tempo...

 

Se o amor é cego, o que é preciso é apalpar...

 

Nasci careca, nu e sem dentes. O que vier, é lucro!

 

 


sinto-me: melancólica

publicado por Aninhas às 22:00
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Terça-feira, 1 de Junho de 2010
Pensamentos

Vivemos várias vidas numa única, e bastante menos que uma em todas.

Alice Cary, 1820-1871, poetisa americana, Life's Mysteries. 

 

A experiência é o nome que todos damos às nossas asneiras.

Óscar Wilde, 1854-1900, escritor irlandês, Lady Windermere’s Fan

 

Todas as coisas de que realmente gosto são ilegais, imorais ou engordam.

Alexander Woolcott, 1887-1943, ensaísta e jornalista americano, citado em The Algonquin Wits, de  R. E. Drennan

 

A vida é uma doença transmitida sexualmente.

Autor desconhecido

 

Metade da vida já passou antes de sabermos o que ela é.

George Herbert, 1593-1633, poeta escocês, Jacula Prudentum  

 



publicado por Aninhas às 21:14
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Sexta-feira, 28 de Maio de 2010
Cabaré

É bom estar sentado no quarto contigo a sonhar
E a ouvir a música a tocar
A vida é um cabaré, velho companheiro.
Bem-vindo ao cabaré.

Pára com a malha, o livro, e as lérias
É tempo para umas boas férias
A vida é um cabaré, velho companheiro.
Bem-vindo ao cabaré.

   Vem saborear o vinho, ouvir a banda a tocar
   Vem com o teu instrumento, começa a celebrar 
   Por aqui exactamente... este é o teu lugar

 

Não dês ouvidos a certos profetas da condenação
Que votam o riso à escuridão
A vida é um cabaré, velho companheiro.
Bem-vindo ao cabaré.

 

Costumava ter uma amiga chamada Elsie
Com quem partilhei um sórdido quarto em Chelsea
Não era propriamente flor de cheiro
De facto ela cobrava a dinheiro

 

No dia em que morreu, os vizinhos abafaram o riso
O que sempre acontece quando se bebe e se tem pouco juízo
Mas quando eu a vi deitada como uma rainha
Vi o cadáver mais feliz que a vida tinha

 

E penso em Elsie desde esse mesmo dia
Recordo como ela me disse enquanto comia
É bom estar sentado sozinha no quarto contigo a sonhar
E a ouvir a música a tocar
A vida é um cabaré, velho companheiro
Bem-vindo ao cabaré.

 

   E no que a mim me toca
   Uma decisão tomei, nesse dia, em Chelsea
   Quando tiver que ir, irei tal qual a Elsie

Começa por admitir que do primeiro ao último dia
Não é uma assim uma tão grande estadia
A vida é um cabaré, velho companheiro
É apenas um cabaré, velho companheiro
E eu amo um cabaré.

 

Fred Ebb and John Kander, autores americanos, ligados ao cinema, no musical Cabaret, 1965


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publicado por Aninhas às 19:36
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