Quinta-feira, 23 de Maio de 2013

A Estupidez e a Maldade Humana

Vista à distância, a humanidade é uma coisa muito bonita, com uma larga e suculenta história, muita literatura, muita arte, filosofias e religiões em barda, para todos os apetites, ciência que é um regalo, desenvolvimento que não se sabe aonde vai parar, enfim, o Criador tem todas as razões para estar satisfeito e orgulhoso da imaginação de que a si mesmo se dotou. Qualquer observador imparcial reconheceria que nenhum deus de outra galáxia teria feito melhor. Porém, se a olharmos de perto, a humanidade (tu, ele, nós, vós, eles, eu) é, com perdão da grosseira palavra, uma merda. Sim, estou a pensar nos mortos do Ruanda, de Angola, da Bósnia, do Curdistão, do Sudão, do Brasil, de toda a parte, montanhas de mortos, mortos de fome, mortos de miséria, mortos fuzilados, degolados, queimados, estraçalhados, mortos, mortos, mortos. Quantos milhões de pessoas terão acabado assim neste maldito século que está prestes a acabar? (Digo maldito, e foi nele que nasci e vivo...) Por favor, alguém que me faça estas contas, dêem-me um número que sirva para medir, só aproximadamente, bem o sei, a estupidez e a maldade humana. E, já que estão com a mão na calculadora, não se esqueçam de incluir na contagem um homem de 27 anos, de profissão jogador de futebol, chamado Andrés Escobar, colombiano, assassinado a tiro e a sangue-frio, na célebre cidade de Medellín, por ter metido um golo na sua própria baliza durante um jogo do campeonato do mundo... Sem dúvida, tinha razão o Álvaro de Campos: «Não me venham com conclusões! A única conclusão é morrer». Sem dúvida, mas não desta maneira. 

José Saramago, in 'Cadernos de Lanzarote (1994)'



publicado por Aninhas às 21:37
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Segunda-feira, 28 de Janeiro de 2013

...

"Viver é uma peripécia. Um dever, um afazer, um prazer, um susto, uma cambalhota. "

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publicado por Aninhas às 23:18
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O tempo

"Que tempo é o nosso? Há quem diga que é um tempo a que falta amor. Convenhamos que é, pelo menos, um tempo em que tudo o que era nobre foi degradado, convertido em mercadoria. A obsessão do lucro foi transformando o homem num objecto com preço marcado. Estrangeiro a si próprio, surdo ao apelo do sangue, asfixiando a alma por todos os meios ao seu alcance, o que vem à tona é o mais abominável dos simulacros."

Eugénio de Andrade em "Os Afluentes do Silêncio"

publicado por Aninhas às 23:17
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Quarta-feira, 12 de Dezembro de 2012

Ser diferente

A única salvação do que é diferente é ser diferente até o fim, com todo o valor, todo o vigor e toda a rija impassibilidade; tomar as atitudes que ninguém toma e usar os meios de que ninguém usa; não ceder a pressões, nem aos afagos, nem às ternuras, nem aos rancores; ser ele; não quebrar as leis eternas, as não-escritas, ante a lei passageira ou os caprichos do momento; no fim de todas as batalhas — batalhas para os outros, não para ele, que as percebe — há-de provocar o respeito e dominar as lembranças; teve a coragem de ser cão entre as ovelhas; nunca baliu; e elas um dia hão-de reconhecer que foi ele o mais forte e as soube em qualquer tempo defender dos ataques dos lobos. 

Agostinho da Silva, in 'Diário de Alcestes'


Gosto de ti :)

publicado por Aninhas às 22:09
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Domingo, 9 de Dezembro de 2012

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"Foi a doença e o hospital, que por várias vezes pontuaram a minha vida, que me fizeram conhecer a vida e o trabalho da enfermagem. As horas intermináveis de serviço, a atenção cuidada aos doentes, a capacidade de sorrir e animar um paciente mesmo quando o cansaço já se lhe adivinha nos olhos. A atenção profissional aos sinais clínicos, às campainhas, aos gemidos de dor, a insónia para que aqueles que cuidam possam descansar, os actos clínicos cautelosos, explicados, rigorosos, cumprindo-se enquanto profissionais e cidadãos. São a parte mais decisiva de toda a organização do sistema de saúde. Nas suas mãos morrem muitos. Das suas mãos renascem para a vida muitos mais, enquanto o médico chega ou não chega. São o verdadeiro sangue da vida hospitalar. O apoio primeiro. O primeiro olhar. E, por vezes, a última palavra. São homens e mulheres com as mãos mergulhadas na dimensão maior da sua existência, reparando, tratando, cuidando de doentes, de convalescentes, de moribundos. Nunca lhes agradeceremos tudo aquilo que merecem, centrado que está o olhar nas decisões do médico. Mas são a essência das nossas expectativas de sobrevivência quando nos confrontamos com a doença.”

 

Francisco Moita Flores

 

publicado por Aninhas às 17:04
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Domingo, 4 de Novembro de 2012

...

“Quando ficamos muito cansados para continuar a lutar, desistimos. É aí que o verdadeiro trabalho começa. Encontrar esperança onde parece não existir nada.”

 

Anatomia de Grey

 

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publicado por Aninhas às 15:03
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Terça-feira, 2 de Outubro de 2012

Os silêncios

Não entendo os silêncios
que tu fazes
nem aquilo que espreitas
só comigo

 

Se escondes a imagem
e a palavra
e adivinhas aquilo
que não digo

 

Se te calas
eu oiço e eu invento
Se tu foges
eu sei não te persigo

 

Estendo-te as mãos
dou-te a minha alma
e continuo a querer
ficar contigo

 

Maria Teresa Horta

 

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publicado por Aninhas às 21:57
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Terça-feira, 17 de Julho de 2012

Pediatria

"Na pediatria não há adultos em miniatura, há crianças.Acreditam em magia, fazem de conta que há um pó mágico no soro deles, têm esperança, cruzam os dedos e fazem pedidos. E por isso, são mais resistentes que os adultos, recuperam mais rápido, sobrevivem a coisas piores. Eles acreditam. Na pediatria temos milagres e magia. Na pediatria, tudo é possível."

 

Anatomia de Grey

 

publicado por Aninhas às 10:24
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Segunda-feira, 9 de Julho de 2012

Pensamento

"Fazemos planos para o futuro e tentamos desvendá-lo, como se desvendá-lo fosse aliviar o impacto. Mas o futuro está sempre a mudar. O futuro é o lar dos nossos medos mais profundos e das nossas maiores esperanças. Mas uma coisa é certa, quando ele finalmente se revela, o futuro... nunca é da maneira como o imaginámos."

 

Anatomia de Grey

publicado por Aninhas às 22:00
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Quarta-feira, 4 de Julho de 2012

Pensamento

"Às vezes quanto à obrigação que nós mais tememos percebemos que não vale a pena fugir."

 

 Anatomia de Grey

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publicado por Aninhas às 01:24
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Terça-feira, 26 de Junho de 2012

Cada Dia é Sempre Diferente dos Outros

"Cada dia é sempre diferente dos outros, mesmo quando se faz aquilo que já se fez. Porque nós somos sempre diferentes todos os dias, estamos sempre a crescer e a saber cada vez mais, mesmo quando percebemos que aquilo em que acreditávamos não era certo e nos parece que voltámos atrás. Nunca voltamos atrás. Não se pode voltar atrás, não se pode deixar de crescer sempre, não se pode não aprender. Somos obrigados a isso todos os dias. Mesmo que, às vezes, esqueçamos muito daquilo que aprendemos antes. Mas, ainda assim, quando percebemos que esquecemos, lembramo-nos e, por isso, nunca é exactamente igual. 

— Porquê, pai? 
— Porque a memória não deixa que seja igual, mesmo que seja uma memória muito vaga, mesmo que seja só assim uma espécie de sensação muito vaga. É que a memória não é sempre aquilo que gostaríamos que fosse. Grande parte dos nossos problemas estão na memória volúvel que possuímos. Aquilo que é hoje uma verdade absoluta, amanhã pode não ter nenhum valor. Porque nos esquecemos, filho. Esquecemos muito daquilo que aprendemos. E cansamo-nos. E quando estamos cansados, deixamos de aprender. Queremos não aprender por vontade. Essa é a nossa maneira de resistir, mais ou menos, àquilo que nos custa entender. E aquilo que nos custa entender pode ter muitas formas, pode chegar de muitos lugares. 
— Porquê, pai? 
— Porque nos parece que é assim. Mas talvez não seja assim. Aquilo que nos custa entender é sempre uma surpresa que nos contradiz. Então, procuramos convencer-nos das mais diversas maneiras, encontramos as respostas mais elaboradas e incríveis para as perguntas mais simples. E acreditamos mesmo nelas, queremos mesmo acreditar nelas e somos capazes. Somos mesmo capazes. Não imaginas aquilo em que somos capazes de acreditar. 
— Porquê, pai? 
— Porque temos de sobreviver. Porque, à noite, a esta hora, temos de encontrar força para conseguirmos dormir, descansar, e temos de acreditar que no dia seguinte poderemos acordar na vida que quisemos, que desejámos. Temos de acreditar que poderemos acordar na vida que conseguimos construir e que essa vida tem valor, vale a pena. Muito mais difícil do que esse esforço é considerarmos que fomos incapazes, que não conseguimos melhor, que a culpa foi nossa, toda e exclusiva."

José Luís Peixoto, in 'Abraço


'

publicado por Aninhas às 20:19
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Domingo, 24 de Junho de 2012

Saber Aconselhar

"Quando queres dar a entender a alguém que está errado, começa por falar-lhe doutras coisas, acabando por chegar, como por acaso, aos actos que merecem reprovação. Descreve-os, então, de modo caricatural, diz todo o mal que pensas deles, mas fá-los acompanhar de circunstâncias diferentes, de modo a que a pessoa que queres aconselhar não se sinta directamente atingida. Procura que te escute de boa vontade, sem zangar-se; alegra a conversa com algumas piadas e, se de súbito o vires fazer má cara, mostra um ar cândido e interroga-o nesse sentido. Finalmente, misturando-as com considerações diversas, aborda as souluções a considerar num caso como o que te preocupa. "

Jules Mazarin, in 'Breviário dos Políticos'
publicado por Aninhas às 21:24
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Quarta-feira, 20 de Junho de 2012

Irmão


Sonhei tanto com isto... Ainda me dói o coração ao ver esta imagem
publicado por Aninhas às 22:33
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O sonho

"O sonho é a pior das cocaínas, porque é a mais natural de todas. Assim se insinua nos hábitos com a facilidade que uma das outras não tem, se prova sem se querer, como um veneno dado. Não dói, não descora, não abate – mas a alma que dele usa fica incurável, porque não há maneira de se separar do seu veneno, que é ela mesma."

Fernando Pessoa, in 'Livro do Desassossego'

 

publicado por Aninhas às 22:27
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Competição

"A competição é uma briga de leões, por isso anima-te, ergue os teus ombros, anda com orgulho, pomposamente, não lambas as tuas feridas, celebre-as. As cicatrizes que tens são sinais de uma competidora. Tu estás numa batalha de leões. Só porque não ganhaste, não significa que não saibas rugir."

 

Anatomia de Grey

publicado por Aninhas às 22:27
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Terça-feira, 22 de Maio de 2012

Abraça-me

Abraça-me. Quero ouvir o vento que vem da tua pele, e ver o sol nascer do intenso calor dos nossos corpos. Quando me perfumo assim, em ti, nada existe a não ser este relâmpago feliz, esta maçã azul que foi colhida na palidez de todos os caminhos, e que ambos mordemos para provar o sabor que tem a carne incandescente das estrelas. Abraça-me. Veste o meu corpo de ti, para que em ti eu possa buscar o sentido dos sentidos, o sentido da vida. Procura-me com os teus antigos braços de criança, para desamarrar em mim a eternidade, essa soma formidável de todos os momentos livres que a um e a outro pertenceram. Abraça-me. Quero morrer de ti em mim, espantado de amor. Dá-me a beber, antes, a água dos teus beijos, para que possa levá-la comigo e oferecê-la aos astros pequeninos. 
Só essa água fará reconhecer o mais profundo, o mais intenso amor do universo, e eu quero que delem fiquem a saber até as estrelas mais antigas e brilhantes. 
Abraça-me. Uma vez só. Uma vez mais. 
Uma vez que nem sei se tu existes. 

 

 Joaquim Pessoa, in 'Ano Comum'


 

É aquilo que mais gosto de oferecer!
Abracinhos a vocês (sabem quem são)

publicado por Aninhas às 21:06
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Segunda-feira, 30 de Janeiro de 2012

A minha paixão! =')

publicado por Aninhas às 16:05
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Segunda-feira, 16 de Janeiro de 2012

Inútil

Sinto-me impotente. Tudo aquilo que me foi ensinado no curso está muito aquém daquilo que eles precisam. Ao mesmo tempo, sinto-me demasiado imatura para conseguir assegurar as necessidades que lhe poderão trazer bem-estar.

Preciso de água, calor e tempo. Preciso que a água esteja bem nutrida, se entranhe no meu cale e me traga a sabedoria. Não me quero sentir inútil.

 

publicado por Aninhas às 22:54
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Segunda-feira, 19 de Dezembro de 2011

Agora que Sinto Amor

Agora que sinto amor 
Tenho interesse no que cheira. 
Nunca antes me interessou que uma flor tivesse cheiro. 
Agora sinto o perfume das flores como se visse uma coisa nova.
Sei bem que elas cheiravam, como sei que existia. 
São coisas que se sabem por fora. 
Mas agora sei com a respiração da parte de trás da cabeça. 
Hoje as flores sabem-me bem num paladar que se cheira. 
Hoje às vezes acordo e cheiro antes de ver. 

Alberto Caeiro, in "O Pastor Amoroso" 

 Heterónimo de Fernando Pessoa

 

 

 

publicado por Aninhas às 22:45
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Quinta-feira, 1 de Dezembro de 2011

Citação

"Sempre que assistimos ao nascimento de um bebé, nasce também um pai e uma mãe"

A. Enfermeira Especialista em Obstetrícia

 

publicado por Aninhas às 22:40
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Domingo, 30 de Outubro de 2011

Remédio para o Pessimismo

Queixas-te porque não encontras nada a teu gosto? 
São então sempre os teus velhos caprichos 
Ouço-te praguejar, gritar e escarrar... 
Estou esgotado, o meu coração despedaça-se. 
Ouve, meu caro, decide-te livremente. 
A engolir um sapinho bem gordinho, 
De uma só vez e sem olhar. 
É remédio soberano para a dispepsia. 

Friedrich Nietzsche, in "A Gaia Ciência"

 


publicado por Aninhas às 22:50
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Uma lição de vida



publicado por Aninhas às 22:39
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Quinta-feira, 20 de Outubro de 2011

Nostalgia do Presente

Naquele preciso momento o homem disse: 
«O que eu daria pela felicidade 
de estar ao teu lado na Islândia 
sob o grande dia imóvel 
e de repartir o agora 
como se reparte a música 
ou o sabor de um fruto.» 
Naquele preciso momento 
o homem estava junto dela na Islândia.

 

Jorge Luis Borges, in "A Cifra" 

Tradução de Fernando Pinto do Amaral

 

publicado por Aninhas às 22:23
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Quinta-feira, 6 de Outubro de 2011

Steve Jobs in Jornal Público

“Lembrar-me de que todos estaremos mortos em breve é a ferramenta mais importante que encontrei para me ajudar a fazer as grandes escolhas na vida”
Steve Jobs in Jornal Público

publicado por Aninhas às 20:23
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Segunda-feira, 3 de Outubro de 2011

...

Vi nos teus olhos uma pérola

Mergulhada num mar de rosas

Escondido no teu peito havia um soluço

Um pedido de ajuda

Carinho, amor, afecto

Foi o teu silêncio que me mostrou o sofrimento

Que por vezes nos pega desprevenidos

Desarmados

Sem capacidade de fazermos alguma coisa

Um só acto apenas

Tentar no fundo dos teus olhos

E de muitos outros como tu

Que apelam somente com o olhar.

Um olhar que a humanidade teria ouvido

E percebido

O engolido grito

Desse apelo oculto

Que é o desespero

De quem vai mas quer ficar.

A sociedade não ouve

Mas ainda está a tempo de perceber esse sinal

E tentar uma mudança para salvar

Sem desperdiçar a tentativa

Nem ficar impassível para mais tarde lamentar

E dizer “ Se eu soubesse…”

Se eu pudesse

E pode!

Maria José Dias

publicado por Aninhas às 23:10
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