Terça-feira, 26 de Agosto de 2008

É simples

Um beijo no rosto, um toque pueril, um olhar amoroso, uma palavra pequena num momento subtil… pormenores singelos que de tão simples os admiro em outro alguém.
Basta um sorriso para abrir a porta da alma ao mundo e mostrar quem é quem… quem está ali… quem de verdade me olha, me vê… e, se quer vir, vem…

Gosto de ver tudo simples… uma calça de ganga, um cabelo amarrado… aquele olhar singelo meio enamorado… sorriso.
Por palavras iluminado, quem sabe, simples e soltas mas que tocam onde devem tocar… verdadeiro mas sem fazer juízo.

Para quê mais?
Para quê esconder defeitos se os feitos são maiores ainda?
Para que fazer de conta se a verdade simples é tão minha… tão pura… tão linda.

Olhos grandes… sim grandes… daqueles que guardam espaços para tudo, como que comem o mundo e devoram as cores, sorrisos…
E guardam um canto para lágrimas e outro para olhar, cada um a seu tempo… mesmo quando não são precisos.

É simples não é? Assim gosto eu de viver as coisas… é difícil entender? Sinto dificil explicar o que sinto… mas sinto, é certo que sinto. No amanhã, vejo apenas uma mão cheia de décadas para contar... E porquê complicar? Porquê?

Se eu aceito o simples… vou ter medo de quê… De amar?
 

Ricardo

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publicado por Aninhas às 14:54
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Domingo, 24 de Agosto de 2008

Amor

"És como aquele sopro perfeito na ferida que dói, e que a faz esquecer…"

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publicado por Aninhas às 19:28
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Sábado, 16 de Agosto de 2008

A liberdade

De um pai para a filha sobre a questão o que é a liberdade?

 

"A liberdade não é a isenção de fronteiras, barreiras e limites. A liberdade é o reconhecimento de que estas barreiras existem, sendo a ética a fórmula de viver dentro desses limites.


Tu és a dona da tua vida, negar este facto é o mesmo que dizer que alguém é mais dono da tua vida que tu própria, e isso seria uma afirmação muito tonta por certo. Nenhuma pessoa, ou grupo de pessoas, é dona da tua vida. Nem eu, nem a tua mãe, nem nenhum ser deste universo detém propriedade sobre aquilo que tu és. Mas recordo-te que tu também não és dona da vida de nenhuma outra pessoa ou ser. A tua vida é algo que te pertence a ti, a mais ninguém e, nunca, em momento algum, isto poderá ser contrariado.

Tu sabes o que é essa vida? Sabes como considerá-la? Como compreender e enquadrar os seu significado? Vamos lá os dois passear um pouco sobre este pensamento.

Tu existes no tempo, princesa. Existir no tempo significa que tens um passado, habitas um presente e esperas um futuro. Ao afirmar isto, e analisando este facto, determinamos que o futuro é a tua vida, o presente é a tua liberdade e o teu passado é um produto da tua liberdade e vida. Compliquei? Talvez, mas entende assim que é mais fácil:

1. Se perderes a tua vida, perdes o teu futuro.
2. Se perderes a tua liberdade, perdes o teu presente.
3. Se perderes o teu passado, vão-se as memórias do produto da tua vida e da tua liberdade, as tuas conquistas.

Acho que assim compreendeste o que quis transmitir. A isto eu chamo um facto cru, ou seja, sem contestação possível. E este facto sozinho poderia te levar por um bilião de caminhos no pensamento. Mas hoje vamos restringir-nos à liberdade. Vamos explorar um pouco o ponto 3 – o passado, que como vimos é o produto da tua liberdade e vida.

O produto da tua liberdade e vida é a tua “propriedade”. A tua propriedade é o fruto do teu trabalho, do teu tempo, da tua energia despendida e dos teus talentos pessoais. No fundo, a propriedade é a parte da natureza que tu transformas para o teu uso valoroso.

A propriedade pode também ser trocada voluntariamente e com consentimento mútuo das pessoas. Duas pessoas que trocam voluntariamente propriedades, estão a beneficiar-se mutuamente, caso contrario não o fariam. E apenas elas podem tomar essa decisão por si próprias.

Algumas pessoas utilizam a força ou a fraude para tomar a propriedade dos outros sem consentimento voluntário. Vamos analisar este facto:

A utilização da força ou fraude para:

1. Tomar a Vida – chama-se assassínio.
2. Tomar a Liberdade – chama-se escravidão.
3. Tomar a Propriedade – chama-se roubo.

A maioria das pessoas discorda comigo neste aspecto, mas eu acho que é a mesma coisa se essa força ou fraude for exercida por uma só pessoa, ou por uma maioria de pessoas, ou mesmo por autoridades. Cada pessoa tem o direito de defender a sua vida, a sua liberdade e a sua propriedade justamente adquirida da agressão forçosa dos outros. Podes pedir a outros para te ajudarem nessa defesa, mas ninguém tem o direito de iniciar força contra a vida, a liberdade ou a propriedade dos outros. Nem mesmo tens o direito de designar uma pessoa para iniciar essa força no teu lugar. Há quem diga que o ataque é a melhor defesa, mas lembra-te que nunca devemos, em qualquer instância, atacar a vida, a liberdade ou a propriedade de outras pessoas. A tua nobreza é também a tua capacidade de manter este princípio independentemente de tudo, mesmo quando enfrentas uma determinada injustiça.

Tu tens o direito de procurar lideres para ti, assim como os outros têm o direito de te escolher como líder, se assim o entenderem. Mas não tens o direito de impor lideres aos outros, ou de te impor como líder. Não importa nunca a forma como as autoridades são seleccionadas, elas são sempre e apenas seres humanos com direitos iguais aos outros seres humanos, iguais a ti. Em nada importam os rótulos designativos dessas autoridades, ou mesmo o número de pessoas que as encorajam. Nenhuma autoridade tem o direito de tomar a vida dos seus semelhantes de tomar a sua liberdade ou tomar as suas conquistas, ou seja, assassinar, de escravizar ou de roubar.

Também não podes dar aos outros direitos que não tens.

E já que tu és dona da tua vida então és responsável por ela. Não podes demandar aos outros obediência, nem ser escrava de quem te exige sacrifício. És tu que escolhes os teus objectivos baseando-te nos teus valores. Deves lembrar-te sempre princesa, que o sucesso e a falha são incentivos para aprender a crescer. Encara-os com sorriso, um não é mais importante que o outro. As coisas boas não são mais importantes que as más... são coisas e existem para aprender-mos.

A tua acção em nome dos outros ou a acção dos outros no teu nome, apenas é virtuosa quando é derivada de um consentimento mutuo voluntário, porque a virtude só existe quando existe a “livre escolha”.

No fundo, essa livre escolha é a tua liberdade. A liberdade de escolheres e planeares o que desejas para ti com lealdade. A lealdade é um resultado de uma avaliação inteligente dos teus objectivos, não uma orientação cega como as pessoas por vezes descrevem.

Olha princesa, apenas quando aprenderes a ser leal vais poder amar verdadeiramente. E quando aprenderes a amar verdadeiramente vais aprender a cooperar. Quando essa cooperação for verdadeiramente manifesta em ti, em todos os quadrantes da tua existência e dos teus relacionamentos, então serás verdadeiramente LIVRE de todos os teus estigmas e das algemas que te privam de ser feliz. Isso é liberdade!

E se tiveres um coração nobre, vais aprender a disfrutar dos privilégios que conquistas sem utilizar o abuso, ter toda a liberdade sem necessitar licença, vais possuir muito poder e firmemente recusar utilizá-lo para o teu auto-engrandecimento. Estas são as marcas da força do teu carácter, um carácter nobre do qual te poderás orgulhar... e transmitir, para que o futuro, a vida, possa ser sempre e cada vez melhor.

Eu te amo."

Joka

 

publicado por Aninhas às 11:30
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... perfeição e ego

A perfeição encontrou o seu oposto no ego.
O Perfeito projecta-se, vive para o seu exterior, devolve o que de mais intimo tem ao seu meio e vive em função da dádiva de si próprio infinitamente.
O ego requer, vive para o seu interior, procura em tudo o que o rodeia formas de melhorar o seu intimo e vive em função daquilo que o meio lhe pode oferecer até a exaustão.
O Perfeito age em acordo com o benefício do todo...
O ego busca fazer o todo agir em seu próprio beneficio...
Ao criar o Perfeito e o Ego, foram criados dois sistemas controversos de encarar uma mesma realidade. Surgiu assim a evolução.
A evolução apenas poderia surgir se existissem dois pontos opostos e um fosse o presente, o outro fosse o desejado. Para que a evolução exista, o ponto onde te encontras tem de ser pior que o ponto onde tu desejas estar.
Criar um ponto oposto ao perfeito e colocar seres nesse ponto, foi criar a possibilidade de evolução e o desejo por algo melhor.
Infelizmente a materialidade exige uma dependência sobrevivente da observação do ego...
 
Joka
publicado por Aninhas às 11:19
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Notas sobre a realidade do Self

A questão de quem eu era consumia-me.

 

Convenci-me de que não chegaria a encontrar a imagem

da pessoa que eu

era: Os segundos passaram. O que em mim subiu à superfície

mergulhou e voltou a desaparecer. E no entanto senti que

o momento da minha primeira investidura

foi o momento em que comecei a representar-me -

o momento em que comecei a viver - gradualmente - segunda a

segundo - ininterruptamente - Oh, mente, que estás tu a fazer! -

 

queres ficar oculta ou queres ser vista? -

 

E o vestido - como te assenta bem! - iluminado

pelos olhos dos

outros,

 

a chorar -

 

Jorie Graham,

excerto de «Notas sobre a realidade do Self», em Materialism

publicado por Aninhas às 11:18
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Sexta-feira, 15 de Agosto de 2008

Foi um momento

Foi um momento
O em que pousaste
Sobre o meu braço,
Num movimento
Mais de cansaço
Que pensamento,
A tua mão
E a retiraste.
Senti ou não?

 

Não sei. Mas lembro
E sinto ainda
Qualquer memória
Fixa e corpórea
Onde pousaste
A mão que teve
Qualquer sentido
Incompreendido.
Mas tão de leve !...
 
Tudo isto é nada,
Mas numa estrada
Como é a vida
Há muita coisa
Incompreendida...
 
Sei eu se quando
A tua mão
Senti pousando
'Sobre o meu braço,
E um pouco, um pouco,
No coração,
Não houve um ritmo
Novo no espaço ?
Como se tu,
Sem o querer,
Em mim tocasses
Para dizer
Qualquer mistério,
Súbito e etéreo,
Que nem soubesses
Que tinha ser.
 
Assim a brisa 
Nos ramos diz
Sem o saber
Uma imprecisa
Coisa feliz.

O teu momento...

publicado por Aninhas às 12:27
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Com estigmas da infância

Com estigmas da infância no interior das mãos,
teço, na voz, uma fuga permanente.

Posso improvisar cantigas de embalar
os medos e fabricar um idioma ilícito,
para denunciar a violenta cor da solidão.
Não. Não ficarei presa a litorais sem qualquer aceno.
Há pátrias onde as mãos se tornam perfil de pássaros,
definindo o fraterno voo do silêncio.
É esse o meu rumo, rente a um lugar
conivente com as manhãs que redimem
as noites sem afecto.

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publicado por Aninhas às 12:11
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Segunda-feira, 11 de Agosto de 2008

Ao Teu Alcance

Estender-te os meus braços
para que me enlaces, num longo e doce afago
olhar nos teus olhos para que vislumbre
aquilo que sei e o que desconheço ainda....

Estender-te o meu corpo
sobre areias finas, para me tomares
e então fazeres tua
sob um pôr de sol, ou à luz da lua

Possa eu perder-me
para assim de novo me encontrar
em ti...

Abrir-te a minha alma
para que a toques com dedos de renda,
olhos de luar
e possas , por fim ,saber, das noites em que eras sonho,
dos dias suspensos na espera
sem tempo para esperar...

E nesse momento sagrado
evoco a alma e os sentidos
olhar, sentir, e provar o sabor da eternidade
na minúscula fracção de segundos

Perder-me para me encontrar
no turbilhão do que eu sinta
buscando depois do êxtase essa outra razão
mais funda
que me leva a atravessar a alma de um outro ser
para de novo me olhar
para de novo me Ter.

Angela Santos

 

publicado por Aninhas às 12:35
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A felicidade exige valentia.

"Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes mas, não
esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo, e posso evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no
recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um "não". É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo..."

Fernando Pessoa
publicado por Aninhas às 12:29
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