Segunda-feira, 19 de Dezembro de 2011

Agora que Sinto Amor

Agora que sinto amor 
Tenho interesse no que cheira. 
Nunca antes me interessou que uma flor tivesse cheiro. 
Agora sinto o perfume das flores como se visse uma coisa nova.
Sei bem que elas cheiravam, como sei que existia. 
São coisas que se sabem por fora. 
Mas agora sei com a respiração da parte de trás da cabeça. 
Hoje as flores sabem-me bem num paladar que se cheira. 
Hoje às vezes acordo e cheiro antes de ver. 

Alberto Caeiro, in "O Pastor Amoroso" 

 Heterónimo de Fernando Pessoa

 

 

 

publicado por Aninhas às 22:45
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Quarta-feira, 31 de Agosto de 2011

A nossa casa

A nossa casa, Amor, a nossa casa!
Onte está ela, Amor, que não a vejo?
Na minha doida fantasia em brasa
Costrói-a, num instante, o meu desejo!
 
Onde está ela, Amor, a nossa casa,
O bem que neste mundo mais invejo?
O brando ninho aonde o nosso beijo
Será mais puro e doce que uma asa?
 
Sonho... que eu e tu, dois pobrezinhos,
Andamos de mãos dadas, nos caminhos
Duma terra de rosas, num jadim,
 
Num país de ilusão que nunca vi...
E que eu moro - tão bom! - dentro de ti
E tu, ó meu Amor, dentro de mim...
 
                          Florbela Espanca

publicado por Aninhas às 18:25
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Segunda-feira, 7 de Fevereiro de 2011

500 days of summer

 

tom - What happens if you fall in love?
summer - You don't believe in that, do you?
t- It's love, it's not Santa Claus. 
s - Well, what does that word even mean? I've been in relantionships and I don't think I've ever seen it. 
There's no such thing as love, is fantasy.
t- I think you're wrong!
s- So what is it that i'm missing then?
t- I think you konw it when you feel it!

 

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publicado por Aninhas às 21:16
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Quinta-feira, 4 de Setembro de 2008

...

Tudo começa com aquele toque...
Um toque de olhar, e como dizem que os olhos são o “espelho” da alma, porque não dizer...”um toque de alma”...? Olhares cruzados.

Quem nunca sentiu, o coração acelerado, as mãos suadas, os lábios secos ansiando aquele momento em que se tocam um no outro, como que medindo... medindo o que? Ah! Medindo o pulso, medindo o calor, o impulso, medindo a “força” do outro, a vontade... e tudo começou com um toque de olhar...

E tudo conta... tudo vale... o cheiro no ar, a musica que se ouve, a temperatura da pele, o sabor do momento, o movimento... a luz. É um cenário só, um conjunto que se centra naquele ponto comum onde dois se encontram num... e pega fogo!

Depois vem o ritmo... quem o produz? Depende... o movimento a dois? O bater do coração? A respiração no ouvido? O tremelicar das borboletas na barriga... ui! Vontade... é como dançar... um pé ali, outro pé aqui, rabinho para ali, rabinho para aqui...!... e tudo se vai compondo. Vamos analisando a sintonia, se encaixa... se serve... se passa... um sorriso ou outro que se adianta... uma palavra que faz pensar... ou não...

As palavras... essas... Podem ser pedras ou doces... mas são sempre as palavras... e a voz importa... sabias? Como as pões, onde as pões, onde começas, onde terminas... é uma procissão de desejos, de promessas escondidas em papel de rebuçado... tão maaauuuu!!!! é por aqui que rola o “depois”...

E o depois... se houver depois... há sempre depois... nem que o depois seja para depois... muito depois... ou logo depois!... sei lá. O que importa é o antes, o encontrar...

Ricardo ©2007

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publicado por Aninhas às 13:16
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Terça-feira, 26 de Agosto de 2008

É simples

Um beijo no rosto, um toque pueril, um olhar amoroso, uma palavra pequena num momento subtil… pormenores singelos que de tão simples os admiro em outro alguém.
Basta um sorriso para abrir a porta da alma ao mundo e mostrar quem é quem… quem está ali… quem de verdade me olha, me vê… e, se quer vir, vem…

Gosto de ver tudo simples… uma calça de ganga, um cabelo amarrado… aquele olhar singelo meio enamorado… sorriso.
Por palavras iluminado, quem sabe, simples e soltas mas que tocam onde devem tocar… verdadeiro mas sem fazer juízo.

Para quê mais?
Para quê esconder defeitos se os feitos são maiores ainda?
Para que fazer de conta se a verdade simples é tão minha… tão pura… tão linda.

Olhos grandes… sim grandes… daqueles que guardam espaços para tudo, como que comem o mundo e devoram as cores, sorrisos…
E guardam um canto para lágrimas e outro para olhar, cada um a seu tempo… mesmo quando não são precisos.

É simples não é? Assim gosto eu de viver as coisas… é difícil entender? Sinto dificil explicar o que sinto… mas sinto, é certo que sinto. No amanhã, vejo apenas uma mão cheia de décadas para contar... E porquê complicar? Porquê?

Se eu aceito o simples… vou ter medo de quê… De amar?
 

Ricardo

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publicado por Aninhas às 14:54
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Domingo, 24 de Agosto de 2008

Amor

"És como aquele sopro perfeito na ferida que dói, e que a faz esquecer…"

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publicado por Aninhas às 19:28
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Sábado, 16 de Agosto de 2008

A liberdade

De um pai para a filha sobre a questão o que é a liberdade?

 

"A liberdade não é a isenção de fronteiras, barreiras e limites. A liberdade é o reconhecimento de que estas barreiras existem, sendo a ética a fórmula de viver dentro desses limites.


Tu és a dona da tua vida, negar este facto é o mesmo que dizer que alguém é mais dono da tua vida que tu própria, e isso seria uma afirmação muito tonta por certo. Nenhuma pessoa, ou grupo de pessoas, é dona da tua vida. Nem eu, nem a tua mãe, nem nenhum ser deste universo detém propriedade sobre aquilo que tu és. Mas recordo-te que tu também não és dona da vida de nenhuma outra pessoa ou ser. A tua vida é algo que te pertence a ti, a mais ninguém e, nunca, em momento algum, isto poderá ser contrariado.

Tu sabes o que é essa vida? Sabes como considerá-la? Como compreender e enquadrar os seu significado? Vamos lá os dois passear um pouco sobre este pensamento.

Tu existes no tempo, princesa. Existir no tempo significa que tens um passado, habitas um presente e esperas um futuro. Ao afirmar isto, e analisando este facto, determinamos que o futuro é a tua vida, o presente é a tua liberdade e o teu passado é um produto da tua liberdade e vida. Compliquei? Talvez, mas entende assim que é mais fácil:

1. Se perderes a tua vida, perdes o teu futuro.
2. Se perderes a tua liberdade, perdes o teu presente.
3. Se perderes o teu passado, vão-se as memórias do produto da tua vida e da tua liberdade, as tuas conquistas.

Acho que assim compreendeste o que quis transmitir. A isto eu chamo um facto cru, ou seja, sem contestação possível. E este facto sozinho poderia te levar por um bilião de caminhos no pensamento. Mas hoje vamos restringir-nos à liberdade. Vamos explorar um pouco o ponto 3 – o passado, que como vimos é o produto da tua liberdade e vida.

O produto da tua liberdade e vida é a tua “propriedade”. A tua propriedade é o fruto do teu trabalho, do teu tempo, da tua energia despendida e dos teus talentos pessoais. No fundo, a propriedade é a parte da natureza que tu transformas para o teu uso valoroso.

A propriedade pode também ser trocada voluntariamente e com consentimento mútuo das pessoas. Duas pessoas que trocam voluntariamente propriedades, estão a beneficiar-se mutuamente, caso contrario não o fariam. E apenas elas podem tomar essa decisão por si próprias.

Algumas pessoas utilizam a força ou a fraude para tomar a propriedade dos outros sem consentimento voluntário. Vamos analisar este facto:

A utilização da força ou fraude para:

1. Tomar a Vida – chama-se assassínio.
2. Tomar a Liberdade – chama-se escravidão.
3. Tomar a Propriedade – chama-se roubo.

A maioria das pessoas discorda comigo neste aspecto, mas eu acho que é a mesma coisa se essa força ou fraude for exercida por uma só pessoa, ou por uma maioria de pessoas, ou mesmo por autoridades. Cada pessoa tem o direito de defender a sua vida, a sua liberdade e a sua propriedade justamente adquirida da agressão forçosa dos outros. Podes pedir a outros para te ajudarem nessa defesa, mas ninguém tem o direito de iniciar força contra a vida, a liberdade ou a propriedade dos outros. Nem mesmo tens o direito de designar uma pessoa para iniciar essa força no teu lugar. Há quem diga que o ataque é a melhor defesa, mas lembra-te que nunca devemos, em qualquer instância, atacar a vida, a liberdade ou a propriedade de outras pessoas. A tua nobreza é também a tua capacidade de manter este princípio independentemente de tudo, mesmo quando enfrentas uma determinada injustiça.

Tu tens o direito de procurar lideres para ti, assim como os outros têm o direito de te escolher como líder, se assim o entenderem. Mas não tens o direito de impor lideres aos outros, ou de te impor como líder. Não importa nunca a forma como as autoridades são seleccionadas, elas são sempre e apenas seres humanos com direitos iguais aos outros seres humanos, iguais a ti. Em nada importam os rótulos designativos dessas autoridades, ou mesmo o número de pessoas que as encorajam. Nenhuma autoridade tem o direito de tomar a vida dos seus semelhantes de tomar a sua liberdade ou tomar as suas conquistas, ou seja, assassinar, de escravizar ou de roubar.

Também não podes dar aos outros direitos que não tens.

E já que tu és dona da tua vida então és responsável por ela. Não podes demandar aos outros obediência, nem ser escrava de quem te exige sacrifício. És tu que escolhes os teus objectivos baseando-te nos teus valores. Deves lembrar-te sempre princesa, que o sucesso e a falha são incentivos para aprender a crescer. Encara-os com sorriso, um não é mais importante que o outro. As coisas boas não são mais importantes que as más... são coisas e existem para aprender-mos.

A tua acção em nome dos outros ou a acção dos outros no teu nome, apenas é virtuosa quando é derivada de um consentimento mutuo voluntário, porque a virtude só existe quando existe a “livre escolha”.

No fundo, essa livre escolha é a tua liberdade. A liberdade de escolheres e planeares o que desejas para ti com lealdade. A lealdade é um resultado de uma avaliação inteligente dos teus objectivos, não uma orientação cega como as pessoas por vezes descrevem.

Olha princesa, apenas quando aprenderes a ser leal vais poder amar verdadeiramente. E quando aprenderes a amar verdadeiramente vais aprender a cooperar. Quando essa cooperação for verdadeiramente manifesta em ti, em todos os quadrantes da tua existência e dos teus relacionamentos, então serás verdadeiramente LIVRE de todos os teus estigmas e das algemas que te privam de ser feliz. Isso é liberdade!

E se tiveres um coração nobre, vais aprender a disfrutar dos privilégios que conquistas sem utilizar o abuso, ter toda a liberdade sem necessitar licença, vais possuir muito poder e firmemente recusar utilizá-lo para o teu auto-engrandecimento. Estas são as marcas da força do teu carácter, um carácter nobre do qual te poderás orgulhar... e transmitir, para que o futuro, a vida, possa ser sempre e cada vez melhor.

Eu te amo."

Joka

 

publicado por Aninhas às 11:30
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Quinta-feira, 12 de Junho de 2008

Amar!

Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: aqui... além...
Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente...
Amar!  Amar!  E não amar ninguém!

Recordar?  Esquecer?  Indiferente!...
Prender ou desprender?  É mal?  É bem?
Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!

Há uma primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar!

E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder... pra me encontrar...

Florbela Espanca

publicado por Aninhas às 22:03
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Quarta-feira, 28 de Maio de 2008

Brisa

A brisa

Que sopra lá fora
Não leva a minha saudade
Era bom
Que fosse verdade
E que o som
Que escuto
Fosse o da tua voz
Que vai ser de nós?
Vamo-nos perder no escuro
Do esquecimento
E vai sobrar
Nada
Nada de sentimento
Apenas recordação
Boa, é certo
Mas tudo é tão incerto
Que me dói o coração
O vento está a aumentar
E o teu sorriso
Continua a atormentar
Vento
Leva-o…
 
                                   31/08/07
                       Andreia Silva
 
 
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publicado por Aninhas às 12:36
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