Sexta-feira, 15 de Agosto de 2008
Com estigmas da infância

Com estigmas da infância no interior das mãos,
teço, na voz, uma fuga permanente.

Posso improvisar cantigas de embalar
os medos e fabricar um idioma ilícito,
para denunciar a violenta cor da solidão.
Não. Não ficarei presa a litorais sem qualquer aceno.
Há pátrias onde as mãos se tornam perfil de pássaros,
definindo o fraterno voo do silêncio.
É esse o meu rumo, rente a um lugar
conivente com as manhãs que redimem
as noites sem afecto.


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publicado por Aninhas às 12:11
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