Quarta-feira, 28 de Maio de 2008

Brisa

A brisa

Que sopra lá fora
Não leva a minha saudade
Era bom
Que fosse verdade
E que o som
Que escuto
Fosse o da tua voz
Que vai ser de nós?
Vamo-nos perder no escuro
Do esquecimento
E vai sobrar
Nada
Nada de sentimento
Apenas recordação
Boa, é certo
Mas tudo é tão incerto
Que me dói o coração
O vento está a aumentar
E o teu sorriso
Continua a atormentar
Vento
Leva-o…
 
                                   31/08/07
                       Andreia Silva
 
 
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publicado por Aninhas às 12:36
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Terça-feira, 13 de Maio de 2008

Estabelece objectivos novos e com interesse

O quarto graveto necessário para atear a fogueira da felicidade

 

Estabelecerei objectivos novos e interessantes porque sei que me farão feliz.
À medida que o Sol se vai pondo ao fim do dia, apercebo-me que mais um dia acabou. O dia de ontem ensinou-me algumas lições, permitiu-me experiências e deixou a minha vida para sempre. Não há nada que eu possa fazer para recuperar o dia de ontem.
O amanhã comporta grandes promessas para mim. O meu futuro está nas minhas próprias mãos, e há tanto a fazer para o transformar no tipo de dia que espero. É o início de uma nova viagem, uma viagem que ai influenciar a minha vida para sempre. As coisas mudarão amanhã. Agirei, falarei e pensarei de forma diferente. Como hei-de saber como proceder? Como hei-de saber onde me leva esta viagem? O desconhecido pode ser assustador, e eu não quero ter medo do amanhã. De que modo posso, então, evitar este receio? Posso evitá-lo, pura e simplesmente, estabelecendo metas novas e interessantes. Estas metas serão o mapa da minha viagem. Permitir-me-ão conduzir a minha vida com confiança. Permitir-me-ão registar os meus progressos em relação ao que quer que seja que eu desejo. Far-me-ão pensar sobre o futuro.
 
Estabelecerei objectivos novos e interessantes.
 
Posso controlar o meu futuro por intermédio das acções que hoje pratico. Se quiser ter sucesso, sei que há algo que posso fazer hoje para me ajudar a atingir o meu objectivo. Se quiser ser mais saudável de futuro, sei que o meu objectivo, hoje, é dar o primeiro passo para essa finalidade. Os propósitos diários são importantes, porque sei que nunca conseguirei alcançar as metas futuras sem as acções de hoje. Sei e entendo que, se não criar objectivos diários, viajarei através da vida sem mapa. E sem um mapa perder-me-ei e eu não quero perder-me. Quero caminhar com confiança e a verdade com a qual oriento a minha vida é simples: um dia há-de vir em que deixará de chegar o amanhã. Estabelecerei objectivos hoje e trabalharei para os alcançar, pois um dia não serei capaz de os começar no dia seguinte. Se criar metas diárias, serei feliz.
Também estabelecerei objectivos a longo prazo. Sem objectivos a longo prazo, as minhas metas diárias terão pouco efeito na vida. Sei que os objectivos a longo prazo me ajudarão a enfrentar o desânimo que sinto quando não atinjo as minhas metas diárias. Cada fracasso num propósito diário há-de ensinar-me algo. Estes conhecimentos acumular-se-ão ao longo do tempo e descobrirei que aprendi mais com os meus fracassos do que com os meus sucessos. É por esta razão que não receio o fracasso nem avaliarei o meu desempenho numa base diária. Exactamente como uma árvore leva muitos anos a tornar-se forte, também eu devo tornar-me forte a pouco e pouco. A consciência destas verdades ajuda-me a ser feliz.
 
Estabelecerei objectivos novos e interessantes.
 
Ao mesmo tempo que me apercebo que crio metas para alcançar um determinado fim, também sei e compreendo que a viagem em direcção aos meus objectivos é agradável. Que homem de sucesso não deseja falar com orgulho ao contar o que teve de passar para atingir as suas metas? Que atleta de eleição não deseja relatar orgulhosamente as milhares de horas de trabalho que teve antes de chegar à vitória? O trabalhão árduo, os sucessos e os fracassos ajudam, no seu conjunto, as pessoas a alcançarem os seus objectivos. Sei e entendo que as metas são para ser usufruídas enquanto trabalho para as atingir e não apenas quando sou bem sucedido. Para ser feliz, tenho de criar objectivos e compreender que qualquer malogro me apresentou um obstáculo que, uma vez superado, se transformará numa fonte de orgulho para mim. Essas metas ajudar-me-ão a sentir uma grande felicidade no meu coração.
 
Estabelecerei objectivos novos e interessantes.
 
Farei uma listagem dos meus objectivos todos os dias. Essa lista abrangerá as metas a longo e curto prazo e certificar-me-ei de que tenho consciência do que implica atingi-las. Depois trabalharei no sentido de as alcançar. Ao agir desta maneira, serei capaz de me concentrar em melhorar a minha vida. Se trabalhar para melhorar a minha vida, serei feliz. De cada vez que atingir um propósito, rapidamente criarei outro par anão cair na apatia.
Compreendo e acredito que a letargia é a semente da insatisfação na minha vida, enquanto que planear, trabalhar e alcançar as metas me faz sentir bem em relação ao meu futuro. Serei feliz porque os objectivos que eu determinar não me permitirão ter tempo para ficar obcecado com os aspectos negativos da minha vida.
Em resumo, serei feliz se projectar metas novas e interessantes.

 

Uma Viagem Espiritual de Billy Mills e Nicholas Sparks

 

publicado por Aninhas às 15:24
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Segunda-feira, 12 de Maio de 2008

...

Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isto, tenho em mim todos os sonhos do mundo


Fernando Pessoa

 

 

Para ser grande, sê inteiro:
nada teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa.
Põe quanto és no mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda brilha,
Porque alta vive.


Fernando Pessoa (sob o heterónimo de Ricardo Reis)

 

publicado por Aninhas às 18:29
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Quinta-feira, 8 de Maio de 2008

A valsa

Tu, ontem,
Na dança
Que cansa,
Voavas
Co'as faces
Em rosas

Formosas
De vivo,
Lascivo
Carmim;
Na valsa
Tão falsa,
Corrias,
Fugias,
Ardente,
Contente,
Tranqüila,
Serena,
Sem pena
De mim!

Quem dera
Que sintas
As dores
De amores
Que louco
Senti!
Quem dera
Que sintas!...
— Não negues,
Não mintas...
— Eu vi!...

Valsavas:
— Teus belos
Cabelos,
Já soltos,
Revoltos,
Saltavam,
Voavam,
Brincavam
No colo
Que é meu;
E os olhos
Escuros
Tão puros,
Os olhos
Perjuros
Volvias,
Tremias,
Sorrias,
P'ra outro
Não eu!

Quem dera
Que sintas
As dores
De amores
Que louco
Senti!
Quem dera
Que sintas!...
— Não negues,
Não mintas...
— Eu vi!...

Meu Deus!
Eras bela
Donzela,
Valsando,
Sorrindo,
Fugindo,
Qual silfo
Risonho
Que em sonho
Nos vem!
Mas esse
Sorriso
Tão liso
Que tinhas
Nos lábios
De rosa,
Formosa,
Tu davas,
Mandavas
A quem ?!

Quem dera
Que sintas
As dores
De arnores
Que louco
Senti!
Quem dera
Que sintas!...
— Não negues,
Não mintas,..
— Eu vi!...

Calado,
Sózinho,
Mesquinho,
Em zelos
Ardendo,
Eu vi-te
Correndo
Tão falsa
Na valsa
Veloz!
Eu triste
Vi tudo!

Mas mudo
Não tive
Nas galas
Das salas,
Nem falas,
Nem cantos,
Nem prantos,
Nem voz!

Quem dera
Que sintas
As dores
De amores
Que louco
Senti!

Quem dera
Que sintas!...
— Não negues
Não mintas...
— Eu vi!

Na valsa
Cansaste;
Ficaste
Prostrada,
Turbada!
Pensavas,
Cismavas,
E estavas
Tão pálida
Então;
Qual pálida
Rosa
Mimosa
No vale
Do vento
Cruento
Batida,
Caída
Sem vida.
No chão!

Quem dera
Que sintas
As dores
De amores
Que louco
Senti!
Quem dera
Que sintas!...
— Não negues,
Não mintas...
Eu vi!

publicado por Aninhas às 00:13
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Sexta-feira, 2 de Maio de 2008

E porque tudo é tão etéreo

E porque tudo é tão etéreo
e o tempo implacável
É que te falo
Da palavra guardada
Do gesto contido
Do sentimento ceifado
Dos sonhos adiados.
E porque ainda me resta
- ainda que apenas um fio -
Desta louca e vã esperança
É que te digo:
Deixa-me viver,
E falar-te,
sem demora.
Segura minha mão,
Encontra em meu sorriso
E em minhas palavras,
A certeza de saber que nada sou...

 

publicado por Aninhas às 18:14
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Ela canta, pobre ceifeira

Ela canta, pobre ceifeira,
Julgando-se feliz talvez;
Canta, e ceifa, e a sua voz, cheia
De alegre e anônima viuvez,

Ondula como um canto de ave
No ar limpo como um limiar,
E há curvas no enredo suave
Do som que ela tem a cantar.

Ouvi-la alegra e entristece,
Na sua voz há o campo e a lida,
E canta como se tivesse
Mais razões pra cantar que a vida.

Ah, canta, canta sem razão !
O que em mim sente 'stá pensando.
Derrama no meu coração a tua incerta voz ondeando !

Ah, poder ser tu, sendo eu !
Ter a tua alegre inconsciência,
E a consciência disso ! Ó céu !
Ó campo ! Ó canção ! A ciência

Pesa tanto e a vida é tão breve !
Entrai por mim dentro !  Tornai
Minha alma a vossa sombra leve !
Depois, levando-me, passai !


Fernando Pessoa

publicado por Aninhas às 18:00
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